Por Joanna de Ângelis [1]
A mansuetude deveria ser o estado natural do ser humano, cuja consciência desabrocha para o discernimento. Nada obstante, é a belicosidade que lhe jaz adormecida, que o comanda nas experiências relacionais do quotidiano.
A predominância do instinto sobre a emoção, coloca-o, invariavelmente, em defesa; opta pelo comportamento de agressão, em vez do sentimento de fraternidade que um dia unirá todas as criaturas num só rebanho…
Com facilidade surgem pugnas sem qualquer justificativa, separam os indivíduos que se deveriam unir cordialmente ao impositivo do ancestral instinto gregário. No entanto, o predomínio do primarismo psicológico faz que o ego sobreponha-se aos valores transcendentes do Espírito e a dissensão estabeleça-se.
A saudável arte de conversar, de dialogar, de permutar informações e conhecimentos, experiências e sabedoria, cede lugar às sistemáticas discussões que deixam mossas emocionais nos relacionamentos.
Armando-se contra o próximo por nele ver um potencial inimigo, logo surgem as suspeitas e desconfianças que se ampliam em agressões infelizes, ora verbais e noutras ocasiões de natureza física, inconsequentes…
Seria muito mais fácil ver-se no outro o amigo, o coração afetuoso capaz de produzir calor na afeição, a depender, apenas, de um pouco de gentileza ou de paciência, ou mesmo de compaixão…
A gentileza cede lugar à grosseria, à ausência de civilidade, quando deveria ser um estado natural no comportamento, porquanto é essencial à saúde emocional e física, gere simpatia e une as pessoas.
Dessas maneiras doentias de convivência, nascem as convulsões sociais, as agressões violentas nos lares, nas ruas, em todos os campos …..
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